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quinta-feira, 15 de junho de 2017

GINÁSTICA HIPOPRESSIVA ABDOMINAL: novo método para o treino de abdômen





A ginástica abdominal hipopressiva (GAH) surgiu no início dos anos 80 como uma técnica inovadora, com o intuito de promover o fortalecimento da musculatura abdominal e do assoalho pélvico no pós-parto e substituir os exercícios abdominais tradicionais nesse período.

Pode ser definida como uma técnica postural e sistêmica e que envolve a ativação de diferentes grupos musculares esqueléticos que são antagonistas do diafragma. A proposta diferencial dessa ginástica é gerar uma pressão negativa na cavidade abdominal através de uma elevação (aspiração) diafragmática e abertura das costelas inferiores, sem promover sobrecarga nos músculos do assoalho pélvico.

Na prática clínica, a GAH pode ser utilizada não só no pós-parto, mas também no tratamento conservador das incontinências urinárias, fecais e prolapsos genitais através do fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Tem sido empregada também como uma técnica postural no tratamento de lombalgias e dorsalgias e em atividades esportivas nas academias (@lowpressurefitnessbrasil) através da elaboração de conjuntos ordenados de exercícios rítmicos e sequenciais.


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sexta-feira, 12 de maio de 2017

DISMENORREIA: como podemos atuar?

Muitas mulheres durante o ciclo menstrual queixam-se de dores intensas em baixo ventre, podendo se alastrar para a parte interna das coxas, provocada por contrações intensas do útero no dia imediatamente anterior ao início da menstruação ou nos primeiros dias do ciclo menstrual, dificultando as atividades cotidianas dessas mulheres.

Este distúrbio é conhecido como DISMENORREIA, e tem alta prevalência e recorrência em mulheres, principalmente na adolescência. Estima-se que pelo menos 60% das mulheres sofrem um episódio de dor (ou pélvica, ou de cabeça), nos dias de hemorragia menstrual, das quais entre 10 e 15% têm graves episódios de dor, que podem indicar dismenorreia, acarretando um impacto negativo significativo sobre o desempenho diário dessa população.


Quanto ao diagnóstico, é imprescindível que seja clínico, porém como na própria descrição da patologia, é fundamentado na presença de cólica na região ventral no decorrer da menstruação, que se confirma por meio de uma anamnese cuidadosa, exames físicos gerais e complementares.

A gravidade da dor menstrual mostra que vários fatores podem estar relacionados a este distúrbio, os quais englobam: idade menor, tabagismo, menarca precoce, fluxo menstrual intenso ou prolongado.

O tratamento fisioterapêutico é um grande aliado no tratamento desta patologia, apresentando amplas possibilidades terapêuticas eficazes na diminuição e/ou eliminação deste desconforto, sendo os mais utilizados: cinesioterapia da região pélvica; massoterapia para alívio da dor e liberação do tecido conjuntivo; calor profundo para alívio do espasmo muscular e sedação das terminações nervosas; bandagens funcionais para diminuição das sensações dolorosas; eletroterapia para o tratamento da menalgia, representando uma alternativa para mulheres que querem minimizar o consumo de medicação, e; acupuntura para analgesia.


Os estudos demonstram que a maioria destas mulheres sofre interferências significativas em suas atividades de vida diária. Deste modo, a fisioterapia irá agir através de técnicas e recursos fisioterapêuticos no controle sintomático, melhorando consequentemente a qualidade de vida dessas mulheres. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

DIÁSTASE DO RETO ABDOMINAL PÓS-PARTO: como podemos intervir?

A gravidez é um período de grande felicidade, não importa o tamanho da barriga e nem se a mulher ganhou alguns quilos além da conta, afinal ela é o centro das atenções e está “carregando” em seu ventre um novo ser, um bebê que lhe fará mãe para sempre. Após o nascimento do bebê, várias são as felicidades e ganhos, porém trazemos, hoje, um uma situação que atormenta muito a cabeça de várias mulheres que já viraram mamães.

O afastamento dos músculos abdominais é mais comum em mulheres que tiveram múltiplas gravidezes, causando repetidos estiramentos destes músculos, especialmente do reto abdominal. Ocorre uma separação da linha média (linha alba) dos músculos reto da parede abdominal. É uma abertura da linha média, no abdome, palpável de mais de 2,5 cm, ou qualquer abaulamento visível durante esforço nesta musculatura. 



A diástase reto abdominal (DRA) comumente ocorre ao redor do umbigo, mas pode ocorrer em qualquer lugar entre o processo xifoide e o osso púbico. Isso ocorre devido a uma fraqueza da musculatura abdominal junto com alterações hormonais maternas e aumento da tensão na parede abdominal pelo útero crescente.

A DRA pode ocorrer em diferentes graus durante a gravidez e pode não resolver-se espontaneamente no período pós-parto. Esta separação do músculo reto abdominal pode causar uma série de problemas, comprometendo a estabilidade corporal e a mobilidade, contribuindo para o aparecimento de dores nas costas e na região pélvica, má postura, além de problemas estéticos.


Evidências demonstram que, após uma avaliação adequada, e ausência de complicações, deve-se iniciar exercícios terapêuticos específicos, dirigidos por um FISIOTERAPEUTA, logo no primeiro dia pós-parto. Estes exercícios visam o fortalecimento dos músculos profundos do abdômen, e  iniciam-se por exercícios isométricos dos músculos abdominais, trazendo resultados positivos desde o primeiro dia após o parto. 


O exercício físico deve ser de baixa intensidade no período pós-parto (tardio e remoto), diferente do que muitas mulheres pensam. A finalidade é fortalecer os músculos retos-abdominais, estabilizando-os e alinhando-os, para que os outros músculos possam entrar em ação. 
Após um período, estes exercícios vão sendo direcionados de outras formas, e em diferentes posições, principalmente para exercer as funções do dia-a-dia. 

Os exercícios abdominais convencionais devem ser evitados, principalmente os de rotação de tronco e quadril, alongamento lateral ou da cintura, pois contribuirão para o aumento da DRA. E devem-se se atentar bastante para alguns tipos de ginástica oferecidas no "submundo da saúde funcional". 

A respiração é de suma importância durante os exercícios, para evitar um aumento da pressão intra-abdominal (dentro da barriga). 
Não dá para prevenir a DRA, pois após o parto ela é inevitável, mas se no pré e pós-parto forem realizados exercícios com profissionais capacitados, o resultado tende a ser muito mais eficaz do que se realizado em academias comuns que não tenham esse enfoque.

É fato que o corpo da mulher se modifica após a maternidade, mas podemos contribuir desde a prevenção até o pós-parto. Seguir uma alimentação balanceada, evitando excesso de ganho de peso, fazer exercício físico e terapêuticos com liberação médica e seguir as orientações dadas durante o pré-natal são fundamentais para uma boa gestação, parto e pós-parto.

Procure um profissional capacitado, e viva o momento mais fascinante da vida, COM MUITO PRAZER!



sexta-feira, 5 de maio de 2017

FISIOTERAPIA NO TRABALHO DE PARTO: como podemos ajudar?

A fisioterapia no trabalho de parto abrange uma área de atuação específica de grande expansão atualmente, que visa proporcionar à gestante melhores condições durante todas as fases do trabalho de parto.

Isto é possível através da utilização de intervenções obstétricas adequadas a cada parturiente, com objetivos de diminuir os desconfortos musculoesqueléticos, preparando a mulher para o nascimento do bebê, acelerando a dilatação e a expulsão do feto, bem como a aprendizagem de técnicas respiratórias que irão auxiliá-las neste período.

Dentre as técnicas utilizadas estão: estímulo à deambulação e adoção de posturas verticais; massagens; exercícios de agachamento e respiratórios que melhoram a mobilidade pélvica e promovem relaxamento; eletroestimulação para alívio da dor; banho de chuveiro principalmente para aliviar a dor lombar, postergando o uso de fármacos no controle da dor; exercícios de báscula e na bola suíça visando a percepção da tensão e do relaxamento do assoalho pélvico, entre outras.


O suporte físico e emocional promovido pelo fisioterapeuta durante o trabalho de parto e o parto de baixo risco parecem contribuir para sua humanização e a do nascimento ao proporcionar à parturiente bem-estar físico, redução das percepções dolorosas, aumento da confiança, redução do medo e da ansiedade, e maior consciência do processo parturitivo.


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sexta-feira, 21 de abril de 2017

VAGINISMO: existe tratamento?

O vaginismo é caracterizado pela contração involuntária dos músculos pélvicos, ocasionando dor, dificuldade e até impossibilitando a relação sexual, além de sintomas de ansiedade e baixa autoestima.

Estudos mostram que menos de 30% das mulheres com sintomas do vaginismo se consultam por este problema, estimando-se que cerca de 5-17% da população feminina se queixam do problema. O diagnóstico é feito através da história da paciente, exame clínico (médico e fisioterapêutico) e por exames de imagem.



Uma série de tratamentos são propostos para o vaginismo, que incluem combinação de dessensibilização (in vivo ou in vitro) associada ao uso de dilatadores; terapia sexual (individual ou de casal) que consiste de educação, tarefas domiciliares e terapia cognitiva. Ainda, alternativas de tratamento incluem farmacoterapia, hipnoterapia e injeções de toxina botulínica. Porém, evidências demonstram que a fisioterapia pélvica vem sendo cada vez mais efetiva no tratamento do vaginismo, reabilitando a função muscular, alívio da dor e do desconforto e relaxamento da musculatura, por meio de técnicas de terapia manual, exercícios para o assoalho pélvicoe diferentes modalidades de estimulação elétrica e termoterapia, interferindo positivamente na função sexual e na qualidade de vida das mulheres. 



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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

DOR PÉLVICA CRÔNICA MASCULINA: causas, sintomas e tratamento fisioterapêutico



HELLO PERÍNEOS!!!

Vamos começar o ano de 2017 falando de um assunto complexo do universo masculino: A DOR PÉLVICA!


A prostatite crônica é muitas vezes atribuída a algum tipo de infecção da próstata e tratada apenas com antibióticos, hoje sabemos que essa relação é mais complexa e na grande maioria dos casos é mais adequado referir-se à prostatite como uma síndrome de dor pélvica crônica (SDPC) por tratar-se de vários fatores que se relacionam entre si. 

As prostatites (ou dor da próstata) causadas por infecção correspondem a aproximadamente 5 a 10% de todos os casos, incluindo prostatites agudas e crônicas. Então esse novo conceito (SDPC) exclui a próstata como único fator que possa causar os sintomas relacionados a dor.

Por quê gente??? 

Estudos demonstraram que homens com dor pélvica crônica apresentam um declínio importante na qualidade de vida com impacto semelhante a outras condições debilitantes, podendo esta associada também ao aumento de peso, sinusites, ansiedade e depressão, que são muito mais comuns nesses homens.

A SDPC masculina é definida como dor crônica, pressão ou desconforto localizados na pélvis, períneo, ou órgãos genitais, não sendo originada por causas facilmente explicáveis como por exemplo: infeção, neoplasia (câncer), ou descartando outras patologias. Os sintomas mais comuns incluem dor ou desconforto no períneo, região suprapúbica, pênis, testículos, disúria (dor ou ardência ao urinar), fluxo urinário lento e intermitente e dor na ejaculação (durante o ato sexual), por isso a disfunção sexual pode ser comum. Alguns outros sintomas também podem ocorrer como: dores musculares e fadiga inexplicável. A síndrome é normalmente diagnosticada em jovens, mas é prevalente em todas as idades.
A história clínica deve ser meticulosa, bem como o exame físico e laboratorial devem excluir fatores suscetíveis de criar confusão no diagnóstico.
O tratamento deve ser multimodal e personalizado de acordo com o fenótipo (com as características) clínico de cada paciente. O impacto da dor e o seu tratamento sobre a função sexual, deve ser avaliado e tratado. A medida conservadora indicada deve ser a fisioterapia pélvica que irá reestabelecer a função muscular do indivíduo promovendo mudanças comportamentais, posturais e alívio da dor. A fisioterapeuta irá indicar como se deverá retornar as atividades físicas e o paciente deve ser acompanhado por algum tempo após a alta afim de evitar recidivas. Dentre as técnicas estão:  terapia manual, biofeedback negativo, alongamentos, exercícios de baixo impacto entre outras. Os músculos perineais, o psoas, e o piriforme costumam estar com  contraturas severas e rígidos neste pacientes.
O tratamento da dor inclui fármacos pode incluir fármacos como antidepressivos tricíclicos ou gabapentinoides. Os opióides são normalmente uma das últimas opções farmacológicas. A psicoterapia (em particular terapia cognitivo-comportamental) pode ser útil na aprendizagem dos benefícios de técnicas para enfrentar a dor. A cirurgia deve ser evitada a menos que haja uma indicação específica.
Se você se identificar com estes sintomas ou identificar algum familiar assim procure seu urologista para confirmar o diagnóstico e faça uma avaliação em um fisioterapeuta pélvico.

Texto adptado do escrito por Cristiane Carboni – Fisioterapeuta Pélvica. 
Autora do blog mundodoassoalhopelvico.com

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ORGASMO MASCULINO: as diferentes formas do homem experimentar o prazer

Parece que, quando se trata do assunto, muitas pessoas pensam que só as mulheres são capazes (e nem todas) de atingir o orgasmo (o ápice do prazer). Mas, você sabia que existem diferentes tipos de orgasmo masculino??


É ISSO MESMO!!! Existem muitas coisas ainda não reveladas sobre o orgasmo masculino. Por isso, podemos dizer que o prazer masculino pode não ser tão simples quanto parece... 

Fisiologicamente falando, o orgasmo masculino consiste na contração do pênis, próstata e região pélvica (períneo). Essas sensações são acompanhadas pelo aumento dos batimentos cardíacos, a respiração ofegante, tensão dos músculos e aumento da pressão do sangue, o que resulta na liberação repentina de tesão. Que sensação boa, né?

Agora você está se perguntando: mas a ejaculação e o orgasmo são diferentes? CLARO QUE SIM! Mesmo que apenas 60% dos homens conseguem ter orgasmos eficientes, é verdade que o homem pode atingir o clímax sem ejacular. A ejaculação, nada mais é, que um espasmo muscular espontâneo, ou seja, um reflexo que surge na base da coluna e faz com que aconteça a expulsão do sêmen, devido a tensão dos músculos, e posteriormente ao orgasmo. Uma curiosidade é que quando ejaculado, o esperma pode atingir os 45 km/h, que é aproximadamente a velocidade do homem mais rápido do mundo, Usain Boltno, rsrs. 

Uma coisa é certa, os homens têm orgasmos diferentes das mulheres... Apesar de terem orgasmo mais "confiáveis", os masculinos são também mais curtos do que os das mulheres. A mulher em média tem orgasmos de 20 segundos, enquanto no homem dura entre 5 a 18 segundos. Quando possuem a musculatura pélvica treinada, ambos podem atingir bem mais tempo, além de melhorar inteiramente o intercurso sexual, e posteriormente o prazer.  

Um dos "tipos" de orgasmo masculino, é bem parecido com o feminino, já que alguns homens podem experimentar o clímax sem ejaculação. Isso mesmo! Como já falei, a ejaculação e o orgasmo são independentes, portanto, os homens podem ser capazes de chegar ao clímax sem ter nenhum tipo de ejaculação.

Ainda, é possível se chegar a outro tipo de orgasmo, o MÚLTIPLO. Sim!! Os homens podem ter vários orgasmos durante a penetração ou estimulação, mas nem sempre estes orgasmos são acompanhados de ejaculação. 

Um dos mais polêmicos (as vezes nem é) é o conseguido através de estimulação do "ponto G". Para os homens, a área de maior prazer é na próstata, que pode ser acessado através do ânus, e acredite, as pesquisas revelam que é o MELHOR SENSAÇÃO! O homem poderá atingir também orgasmo múltiplos durante essa estimulação, e sem penetração.  

Mas, não se encabule não, é possível vivenciar várias formas de orgasmo, o importante é o prazer total, com um resultado que é explosivo e ocorre após várias formas de estimulação. Não é mesmo? Não importa de onde venha, orgasmo é orgasmo!

 Viva ao SEXO!

Com prazer, até breve. 

Luan Alves



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

PRIAPISMO: o problema que todo homem precisa saber


Há homens cujas ereções podem durar até quatro horas seguidas e nos casos em que se prolongam por mais tempo, podem provocar danos ao pênis. Essa ereção peniana prolongada e persistente, frequentemente dolorosa, desencadeada ou não por estímulo sexual, é conhecida como PRIAPISMO.

A definição se restringe às ereções com mais de 4 horas de duração. Caracteriza-se como uma situação clínica de emergência, requerendo um diagnóstico rápido. É conveniente, sempre que possível, solicitar a presença de um urologista para o primeiro atendimento. Essa ereção involuntária pode ser espontânea, ou causada pelo uso de medicação usado pelo homem para a ereção (tanto o medicamento injetável como o em comprimido podem causar uma ereção involuntária, se usados em quantidades exageradas), ou ainda traumas na região do períneo também levam ao priapismo. Após tombos ou quedas com lesão na área perineal, pode surgir uma fístula responsável por deixar o pênis sempre cheio de sangue e, consequentemente, ereto (lembrando que a ereção é um "mecanismo hidráulico").

Essa alteração pode trazer sequelas graves ao homem, caso não tratado a tempo. A ereção não deve ultrapassar quatro horas. Depois disso, o homem corre o risco de ter fibrose, necrose, destruição do corpo cavernoso e impotência definitiva, passadas seis horas de ereção constante, já se começam a ter lesões teciduais.

O tratamento, em suma, consiste em drenar o mais depressa possível o sangue dos corpos cavernosos do pênis, antes que se produzam lesões irreversíveis. De início, pode-se recorrer a métodos não cirúrgicos, como a aplicação de sacos de gelo sobre o pênis, compressas de água fria ou através da anestesia das raízes nervosas que inervam, embora os resultados destas medidas sejam inconstantes. Normalmente, costuma-se recorrer à punção dos corpos cavernosos com uma agulha grossa, de modo a drenar o seu conteúdo, juntamente com a administração de anticoagulantes, caso o tratamento seja iniciado poucos minutos após o início da ereção anormal.



Caso as lesões sejam persistentes ou este episódio aconteça, a FISIOTERAPIA PÉLVICA torna-se uma grande aliada com a finalidade de reabilitar a MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO, responsável por auxiliar a ereção. É realizado através de aparelhos de fisioterapia específicos para a região genital e somado aos exercícios perineais. O paciente se compromete a realizar os exercícios domiciliares prescritos para ter um resultado mais satisfatório e duradouro. 

sábado, 3 de setembro de 2016

INCONTINÊNCIA URINÁRIA: perder gotinhas de urina é normal?

HELLO, períneos!



Let's go! Hoje vamos conversar sobre um problema de SAÚDE PÚBLICA MUNDIAL! Será que perder urina frequentemente é normal?? E de vez em quando umas "gotinhas"?? E quando estou vestindo uma roupa?? E quando não consigo chegar ao banheiro?? NÃO, NÃO É NORMAL! A International Continence Society (ICS) define Incontinência Urinária (IU) como qualquer perda involuntária de urina, ou seja, qualquer perda urinária sem controle não é NORMAL! A IU atinge cerca de 50% das mulheres e 15% dos homens entre 20 a 80 anos. Porém, pode acometer qualquer pessoa, em qualquer fase da vida e, quando não tratada, a perda de urina tende a aumentar com o passar do tempo. Mulheres que passaram por partos (independente do tipo) estão mais sujeitas, assim como as com idade superior a 50 anos. E sabe qual a principal causa da IU??? Fraqueza dos MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO (MAP), que conhecemos popularmente como PERÍNEO. Por este motivo: LET’S GO AND FORÇA NO PERÍNEO! 

Independente do grau de comprometimento da IU ou do tipo (que falarei em postagens mais a frente), esta pode ser regredida com EXERCÍCIOS PERINEAIS, que fortalecem os MAP. E os resultados? EXCELENTES! Podendo inúmeras vezes sanar a necessidade de cirurgia... 

De forma geral, não existe um acontecimento que por si só enfraqueça os MAP, mas, diversos fatores que, durante toda a nossa vida (E QUE VIDA CORRIDA HEIN?!), fazem com que esta musculatura enfraqueça. Durante todo o dia os MAP sustenta o peso dos órgãos pélvicos, e sofre "pressões" variadas, no espirrar, tossir, ficar muito tempo sentado, “segurar” o xixi, fazer esforço físico, entre outros... Afinal, estamos falando de MÚSCULOS, e como qualquer outro grupamento muscular do nosso corpo, PRECISA SER FORTALECIDO!!! 

Assim, se exercitarmos esses músculos (períneo) regularmente, é possível mantê-los suficientemente "fortes" para aguentar as exigências do dia-a-dia. Com isso, com força suficiente, os MAP pode contrair empurrando os órgãos para cima evitando sobrecarga e consequente lesão das fáscias e ligamentos que os sustentam.


De tal modo, é possível com os exercícios de contração pélvica prevenir problemas tão desagradáveis quanto as incontinências, e consequentemente MELHORAR O SEXO! (explicarei nas próximas postagens) Problemas que, se não cuidados, evoluem até graus críticos que exigem cirurgia corretiva, de durabilidade discutida, e que muitas não conseguem corrigir de maneira adequada essas disfunções. 

Pensando bem... Quem vai querer uma cirurgia, se é possível evitar um problema com "simples" exercícios, não é mesmo?!

São mais de 50 anos (não são 50 dias, rsrs) de estudos, e quem vem comprovando a eficiência dos EXERCÍCIOS PERINEAIS, inclusive com cones vaginais (falarei sobre esses queridinhos futuramente), neste tipo de tratamento, e consequente na melhora da QUALIDADE DE VIDA da pessoa que sofre com perda urinária.

Com os exercícios, especialmente os de fortalecimento, é possível regredir a IU em até 100%, de acordo com o estágio no qual esta se encontra e com a causa do problema, e com esse fortalecimento melhorar outros fatores, como a sexualidade humana.

Nos próximas postagens, falarei mais sobre os tipos de IU. Obrigado pelas sugestões, através da caixa de mensagem (bem ali no cantinho direito, deixe suas dúvidas e sugestões também)... E antes que eu esqueça:


           LET’S GO AND FORÇA NO PERÍNEO!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

ATO MICCIONAL: Conheça como ocorre o controle e a saída do “xixi”

HELLO, períneos!!


Vocês sabem como realmente ocorre o enchimento e o esvaziamento da bexiga?! A maioria dirá que NÃO... É um assunto bem chato, complexo e difícil de entender todo o processo... Porém, MUITO IMPORTANTE para todos nós!!! Por mais simples que possa ser, esse ato fisiológico de todos os seres humanos pode gerar diversas alterações e/ou distúrbios no assoalho pélvico (o famosinho PERÍNEO), e a mais conhecida entre elas é a INCONTINÊNCIA URINÁRIA (perda de urina de forma involuntária), bastante comprometedora da qualidade de vida, e que pode acontecer em qualquer fase da vida. Será assunto nas próximas postagens...

Então, vamos lá... É sabido que, quando bebê o ato de urinar é REFLEXO, ou seja, a bexiga vai enchendo e conforme se distende (como uma bexiga de encher: FIQUE COM ESSA IMAGEM NA CABEÇA que você consegue compreender todo o processo), envia esta informação para a medula e para pontos específicos no cérebro, o que chamamos de DESEJO MICCIONAL. Essa informação, ela retorna a bexiga, e faz com que haja uma contração intravesical (dentro da bexiga) e os músculos do períneo relaxem, para que assim, possa eliminar urina, conforme mostra a IMAGEM acima. E que depois vamos adquirindo CONTROLE VOLUNTÁRIO sobre isso...
Apesar de aparentemente simples, o ato de fazer “xixi”, “mijar (sentido pejorativo)”, urinar, número 1 (e suas infinidades de nomes) envolve a interação de estruturas complexas como o Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula espinhal), Sistema Nervoso Periférico (nervos que ramificam da medula e levam informações para todo o corpo) e àquelas do trato urinário inferior (bexiga e uretra, principalmente). A comunicação entre esses sistemas estabelecerá um equilíbrio coordenado e harmônico, o que chamamos de CONTINÊNCIA URINÁRIA. É como uma fábrica, com diversos setores, onde todos trabalham para se obter um produto final: a urina. Qualquer problema que comprometa direta ou indiretamente as vias neurológicas ou os órgãos envolvidos no ato miccional (“xixi”), pode ter repercussão clínica negativa e comprometedora da qualidade de vida.

Simplificando o entendimento... Precisamos ter conhecimento que o ato miccional ocorre em duas fases: ENCHIMENTO e ESVAZIAMENTO, em ambas, existirá interação das estruturas mencionadas anteriormente. Atente para três detalhes e assim você entenderá melhor: (1) MUSCULATURA DETRUSORA (bexiga); (2) ESFÍNCTER URETRAL INTERNO E EXTERNO e; (3) SABER QUE: o trato urinário inferior é representado pela bexiga e pela uretra e desempenha duas funções essenciais: armazenar urina a baixas pressões e propiciar sua eliminação, sob controle voluntário. E aí, prestou atenção?!  Na IMAGEM ao lado você consegue observar esse esquema de maneira simplificada. Vamos lá...

A fase em que há o armazenamento da urina, ou seja, a FASE DE ENCHIMENTO ocorre quando a bexiga consegue acumular urina em seu interior sem causar variações na pressão intravesical, ou seja, a musculatura da bexiga relaxa, o que permite que o enchimento aconteça, enquanto o esfíncter uretral externo permanece contraído, estabelecendo uma maior pressão daquela exercida dentro da bexiga, impedindo a saída do “xixi”, no momento errado. Essa capacidade de armazenar urina sem que haja alterações, denominamos COMPLACÊNCIA VESICAL. Para que tudo isso ocorra, existem dentro da parede vesical (bexiga), receptores, denominados de beta adrenérgicos (é claro que não vou entrar profundamente nesse assunto, rsrs), que produzem a estimulação nervosa, e consequente o relaxamento da musculatura da bexiga, que é um componente-chave de armazenamento de urina. Ainda, podemos destacar os receptores alfa adrenérgicos, que são aqueles responsáveis pela contração adequada da uretra, impedindo assim, a perda involuntária da urina.

Uma vez que a bexiga atinja sua capacidade máxima (300-600ml), os receptores do interior da bexiga emitem sinais aos centros corticais do cérebro (que passam pela medula) para se iniciar a FASE DE ESVAZIAMENTO. É como se fosse uma “HELLO” para o cérebro: HEY CÉREBRO, PRECISO ELIMINAR “XIXI”!!! Sabe aquela sensação que a bexiga está cheia?! É isso. Mesmo assim, e como diz minha vó, para iniciar esse processo é “outros 500”, rsrs. Primeiramente, é necessário que o córtex (no cérebro) reconheça a repleção vesical, ou seja, o DESEJO MICCIONAL, e então decida a melhor hora e momento para desencadear o ESVAZIAMENTO da bexiga. Tá brincando??! Não minha gente, é tudo desse jeitinho!! Nessa fase irá acontecer tudo de forma contrária à anterior, ou seja, há uma contração da parte interna da bexiga (é como se espremesse uma laranja) associada ao relaxamento esfincteriano e dos músculos do períneo, permitindo assim, que a bexiga elimine seu conteúdo através de uma inversão desse gradiente de pressão. Então, já tome conhecimento que, o ATO MICCIONAL É TOTALMENTE VOLUNTÁRIO, sem causar dor ou exigir força. Continuando... a uretra se encurta, o que diminui a resistência do fluxo (a velocidade do urina), e assim, a bexiga libera seu conteúdo sob CONTROLE VOLUNTÁRIO dependendo diretamente de uma atividade coordenada da uretra e do músculo detrusor (bexiga). Ainda, para que tudo isso ocorra, acontece a ativação de receptores colinérgicos parassimpático no músculo detrusor (bexiga), que estimula a sua contração e a micção começa: AAAAAAH, que alívio!!! rsrs. Esse esquema logo abaixo ilustra como tudo acontece:


O reflexo da micção (o ato de fazer “xixi”) é um reflexo completamente autonômico da medula espinhal, mas pode ser inibido ou facilitado por centros do cérebro, por isso, a importância da harmonia entre todas as estruturas, para que assim, tudo possa acontecer da forma adequada e funcional.

Espero que tenha compreendido (UM POUCO) como funciona o ato miccional... Não se preocupe, ainda falaremos MUITO sobre ele aqui, e das diversas disfunções que pode acontecer durante esse processo... Assuntos do próximos capítulos!!!  Se avexe não, continuaremos falando sobre nosso queridinho “PERÍNEO”. Tem muita coisa ainda!!! Deixe suas dúvidas e comentários.

E antes que eu esqueça,

LET’S GO AND FORÇA NO PERÍNEO!

sábado, 13 de agosto de 2016

Afinal... O que é PERÍNEO!??

Olá, meninas e meninos!



Hoje tentarei solucionar uma dúvida bem comum na população em geral, de uma região do nosso corpo, MUITO IMPORTANTE! Afinal... O que é PERÍNEO? Antes de mais nada, esse não seria o termo mais correto para falar sobre ASSOALHO PÉLVICO. Complicou??? Para não "emaranhar" seu entendimento, nem o meu, prefiro chamar esse região de P-E-R-Í-N-E-O! Que podemos defini-lo como um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias (interligados à estruturas ósseas) que objetivam (como função primária) sustentar os órgãos internos, principalmente útero, bexiga, reto, vagina e ânus (como mostra a IMAGEM 1).

IMAGEM 1: Períneo: estruturas ósseas e musculares. 

É como uma cama elástica que sustenta o peso de uma pessoa que pula sobre ela, e apesar de variar de pessoa para pessoa, é comumente comparado com o tamanho da palma de uma mão, e com o formato de um losango (geometricamente falando, rsrs). Então, você já deve imaginar, o quão importante é essa região para o nosso corpo. Além disso, contribui de forma importante para funções fisiológicas do nosso dia-a-dia, como urinar, evacuar e... SEXO! Já imaginou o enfraquecimento desses músculos?! Pois é, isso é comum, independente de sexo, faixa etária, raça e classe social e, são cenas dos próximos capítulos... 
Para sanar uma dúvida de muita gente, (quando falo “MUITA”, é MUUUUITA gente mesmo!!!) já digo: HOMENS E MULHERES têm PERÍNEO! E... por sinal, você sabe onde fica?! Se preocupe não, a maioria das pessoas não sabem. No homem, é possível localiza-lo do saco escrotal (ou escroto) até o ânus, e é percebido fechando o ânus (como se estivesse prendendo a saída das fezes ou um pum) e comprimindo a base do pênis (próximo ao escroto), que é muitas vezes responsável por o aumento temporário ou uma melhor qualidade da ereção quando se faz a contração, permitindo um maior controle da ejaculação, como por exemplo. Já na mulher, estende-se do clitóris até o ânus, e pode ser facilmente percebida pela contração interna da vagina (como se estivesse prendendo a urina), e exemplificando, muitas vezes é percebida durante a penetração no ato sexual. Entenda melhor com a IMAGEM 2: nas regiões demarcadas de magenta, é o famosinho PERÍNEO, masculino (a) e feminino (b). 

IMAGEM 2: Períneo: masculino (a) e feminino (b), e as demais estruturas que os circundam. 

Pensa que parou por aí?! Nãnãnimnãnão (rsrsrs), ainda iremos aprender muito!!!
E, apesar dos inúmeros benefícios mencionados, muitos são os tabus que PRECISAM ser quebrados!! Acredito que à primeira vista talvez seja difícil entender e obvio que devem estar surgindo VÁRIAS dúvidas. Se avexe não, continuaremos falando sobre nosso queridinho “PERÍNEO”. Tem muita coisa ainda!!! Deixe suas dúvidas e comentários. 


E antes que eu esqueça, 
LET’S GO AND FORÇA NO PERÍNEO!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

WELCOME

HELLO, períneos!!!


Vamos falar sobre saúde pélvica?! Imagino que muitos estão se perguntando, nesse exato momento, mas... O que é PERÍNEO??? Pois é, isso é uma dúvida bem comum na população em geral, sobre essa região tão importante do nosso corpo. Acredito que, muitos também desconheçam o TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO para esta região e suas diversas disfunções!! COMO É??? Isso mesmo, FISIOTERAPIA PÉLVICA
O papo aqui será sobre saúde, qualidade de vida... e SEXO! Tudo com muito prazer! Então, espero te ajudar de alguma forma, compartilhando informações sobre a saúde do assoalho pélvico (períneo) e a sexualidade humana.
Se avexe não, já já eu me apresento! 
E, antes de mais nada: 

LET'S GO AND FORÇA NO PERÍNEO!